Em novo relatório, Vale agora ameniza risco de talude em Barão de Cocais – Veja vídeo

A mineradora Vale divulgou nota nesta manhã de terça-feira (28) informando que, agora, a previsão é que o talude na cava da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, se acomode.   Este novo cenário, segundo a mineradora, não traria maiores consequências.   Desde o dia 14 de maio, foi anunciada pela mineradora a […]

Em novo relatório, Vale agora ameniza risco de talude em Barão de Cocais – Veja vídeo
A mineradora Vale divulgou nota nesta manhã de terça-feira (28) informando que, agora, a previsão é que o talude na cava da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, se acomode.
 
Este novo cenário, segundo a mineradora, não traria maiores consequências.
 
 
A mineradora chegou a prever duas datas para o seu desprendimento. A primeira entre os dias 19 e 25 de maio e a segunda, entre os dias 22 e 25, mas isso não aconteceu.
 

População em estado de tensão permanente

 
O grande temor é que o desprendimento da estrutura, que tem 10 milhões de toneladas de metros cúbicos ou peso de 20 milhões de toneladas, cause vibração suficiente para provocar o rompimento da Barragem Sul Superior.
 
A estrutura está em alerta máximo de rompimento desde 22 de março: nível 3.
 
A situação tem deixado o população de Barão de Cocais temerosa e levou a um novo teste de simulação de evacuação da cidade, no último dia 18 de maio. Um treinamento já havia sido realizado no dia 25 de março.
 

Comunicado oficial da Vale

 
O diretor de Operações da Vale, Marcelo Barros, gravou um vídeo sobre a situação em Barão e as ações realizadas pela mineradora (veja abaixo).
 
Confira abaixo a íntegra da nota divulgada pela Vale:
 
A Vale reafirma que foram adotadas todas as medidas preventivas para qualquer cenário em Barão de Cocais e informa que as últimas análises da movimentação do talude norte na cava da mina de Gongo Soco apontam para a maior probabilidade de um deslizamento do material para dentro da cava.
 
Esta hipótese diminui a possibilidade de impacto na barragem Sul Superior.
 
“Hoje temos mais elementos de análise sobre o comportamento do maciço, nos mostrando que está acontecendo um deslizamento para o fundo da cava. Com isso, há uma grande possibilidade do talude se acomodar dentro da cava, sem maiores consequências”, explica Marcelo Barros, diretor de Operações da Vale.

Mesmo que não haja ruptura com a queda do talude, a barragem Sul Superior permanece no nível 3.

Por isso, a Vale e as autoridades realizaram simulados e a preparação das comunidades para todos os cenários.

“Todo os residentes das Zonas de Autossalvamento (ZAS) foram realocados, retiramos mais de três mil animais e transferidos peças de arte sacra para locais fora das ZAS”, afirma Barros.

Para garantir a segurança de todos, moradores e trabalhadores, a empresa não irá fazer obras na cava, para evitar ter pessoas trabalhando no local. Já as obras de contenção continuam.

A maior das obras é a construção de uma espécie de bacia que, no caso extremo de rompimento da barragem, ajudaria a reter parte dos rejeitos de minério. Além disso, estão sendo colocadas telas e blocos de granito para diminuir a velocidade do rejeito.

Tanto o talude quanto a barragem são monitorados 24 horas por dia e as previsões são revistas diariamente.

“Lamentamos muito o impacto que estamos causando para a população e também para a cidade de Barão de Cocais. Mas a Vale não mede esforços para garantir a segurança da comunidade”, finaliza o diretor.