Fechado há quase três anos em Monlevade, prédio da Escola Santana segue sem destinação

Secretaria de Estado de Educação ainda analisa as possibilidades existentes para destinação do imóvel

Fechado há quase três anos em Monlevade, prédio da Escola Santana segue sem destinação
Governo ainda analisa destinação do prédio – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

A Escola Estadual Santana foi fechada em João Monlevade em dezembro de 2916. Segundo alegado pelo Governo do Estado, o motivo seria contenção de gastos. Os quase 200 alunos que ali estudavam foram transferidos para outras escolas da cidade. Quase três anos se passaram e ainda não há nenhuma destinação para o empreendimento, que sofre com vandalismo e abandono.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação, a equipe do órgão analisa as possibilidades existentes para destinação do imóvel. Chegou-se a cogitar que o prédio sediasse os laboratórios da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg – Campus Monlevade), mas o alto custo de investimento para adequação inviabilizou a iniciativa.

História

Inaugurada em 14 de abril de 1961, a Escola Santana foi construída pela então Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. No dia da inauguração estiveram presentes o governador do Estado, José de Magalhães Pinto, o diretor da usina, Joseph Hein e sua esposa Anne Marie Marguerite Hein.

O projeto arquitetônico da escola foi assinado pelo arquiteto Lúcio Costa Niemayer. A edificação foi tombada pelo Patrimônio Histórico , bem como a imagem de Nossa Senhora Sant’ana, levada para a Igreja São José Operário.

À época de seu fechamento, era ventilada nova parceria com a siderúrgica local, a ArcelorMittal Monlevade, para que o prédio fosse reformado. Quando comunicados do fechamento da escola, pais, alunos e comunidade do entorno, com parceria dos vereadores, fizeram um abaixo assinado e entregaram o documento na Superintendência de Ensino de Nova Era (SRE/Nova Era). A ação não surtiu efeito e após o término do ano letivo de 2016, as atividades da Escola Estadual Santana foram encerradas.