Governo gasta R$ 18 mil em diárias para assessores de Janja em viagem à França
A primeira-dama foi escolhida pelo presidente Lula (PT) para representar o Brasil na Cúpula Nutrição para o Crescimento N4G, em Paris

A primeira-dama foi escolhida pelo presidente Lula (PT) para representar o Brasil na Cúpula Nutrição para o Crescimento N4G, em Paris.
Seguiram com Janja os assessores Edson Pinto, Cláudio Souza, Julia Silva e Taynara Cunha.
O Estadão noticiou que, em fevereiro, a viagem de Janja de ida e volta de Roma custou R$34.1 mil em passagens de classe executiva, mesmo sem ocupar cargo no governo, numa comitiva de 13 pessoas, com um custo de R$ 292 mil em passagens aéreas e diárias.
Apesar das críticas que tem recebido pelas inúmeras viagens e gastos em passagens aéreas e hospedagens pelo mundo, a primeira-dama conta com a compreensão do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU) que defende sua atuação e gastos nas viagens internacionais.
Referindo-se ao presidente Lula, que no sábado (29), fez um manifesto alegando que sua esposa “não é clandestina “e “não faz viagem apócrifa”.
“O presidente Lula expressa, com razão, sua indignação diante de atitudes desrespeitosas de certos agentes políticos contra a companheira Janja. Historicamente, as primeiras-damas do Brasil sempre desempenharam papéis relevantes em questões de interesse nacional, e Janja assim o tem feito, à sua legítima maneira”, pontuou o ministro ao jornal O Globo, destacando também sua atuação em pautas como igualdade de gênero, combate á fome e o fortalecimento da cultura.
Apesar de ter sua viagem antecipada à presença de Lula, Janja não cumpriu agenda oficial durante a semana. Na ocasião, a primeira-dama se hospedou na embaixada brasileira em Tóquio.
A explicação de sua assessoria é de que sua ida antecipada não teve caráter pessoal, mas teve sua agenda adiada.
As viagens antecipadas de Janja ao Japão e Vietnã é alvo de questionamentos da oposição. A deputada Julia Zanata (PL-SC), protocolou requerimento na Câmara pedindo explicações ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.