No momento em que a sociedade está empenhada em frear o crescimento dos casos de coronavírus (Covid-19), muitas pessoas têm deixado de procurar atendimento médico por medo. No entanto, há alguns pontos relevantes que precisam ser considerados sobre os cuidados que todos devem ter com a saúde.
“Essa questão da pessoa não procurar o hospital traz um problema grave. Às vezes, as pessoas ficam em casa, sentindo dor, mas com receio de ir até o hospital. E, muitas vezes, esse tempo perdido de dor em casa vale horas de vida. Então, é importante que, ao sentir certos sintomas ou dor, seja procurado o hospital. Tivemos casos de pacientes que ficaram em casa com desconforto torácico e, na verdade, estava infartando. Infelizmente, um paciente chegou muito tarde. Isso por ser medo de vir ao hospital“, frisou o diretor executivo do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), em Itabira, Alexandre Coelho.
Tratamentos não podem ser interrompidos
Tratamentos continuados não podem ser interrompidos, sob pena de colocarem em risco a vida dos pacientes. Atendimentos relacionados ao pré-natal, parto e puerpério; doenças crônicas; revisões pós-operatórias; diagnóstico e terapias em oncologia, psiquiatria e outros tratamentos continuados ou cuja não realização ou interrupção coloque em risco o paciente devem ser mantidos pelos beneficiários de planos de saúde, de acordo com declaração do médico assistente (atestado).
Para esses casos, não houve prorrogação ou suspensão de prazos de atendimento, devendo ser considerados os prazos estabelecidos na Resolução Normativa nº 259.
Atendimentos de urgência e emergência devem ser realizados imediatamente: não houve qualquer alteração de prazo para a assistência aos casos de urgência e emergência. O beneficiário continua tendo direito ao atendimento imediato, tal como estabelecido na Resolução Normativa nº 259. Para esses casos, deve-se apenas considerar a carência de 24 horas após a contratação do plano.
Internações e cirurgias eletivas não estão proibidas: a Agência Nacional de Saúde (ANS) suspendeu, até 31 de maio, os prazos máximos para atendimento em regime de hospital-dia e atendimento em regime de internação eletiva. A medida tem o objetivo de reduzir a sobrecarga das unidades de saúde e de evitar a exposição desnecessária de beneficiários ao risco de contaminação pela Covid-19.
Divisão de fluxos
Alexandre Coelho conta que o HNSD tem fluxos separados para receber pacientes com sintomas gripais e casos não gripais, para que não haja uma possível contaminação por Covid-19. Além disso, todos que vão ao hospital só podem permanecer nas dependências se estiverem usando máscaras. Os pacientes com sintomas gripais ficam em uma área reservada e, além disso, há um médico específico para esses atendimentos.

