Itabirano relata dia a dia na Nova Zelândia, país considerado exemplo no controle do coronavírus

Governo determinou confinamento total, realização de testes em massa e auxílio às empresas

Itabirano relata dia a dia na Nova Zelândia, país considerado exemplo no controle do coronavírus
Pablo Rocha e a família – Foto: Arquivo pessoal

A Nova Zelândia, um país de aproximadamente 4,7 milhões de habitantes, contabiliza um total de 1330 infectados e quatro mortes em decorrência da pandemia do coronavírus. Desde o dia 25 de março, o governo determinou lockdown (confinamento total), realização de testes em massa e auxílio financeiro às empresas para que os funcionários não fossem afetados. 

Morador da cidade de Auckland, o itabirano Pablo Rocha conversou com DeFato Online e contou um pouco sobre o dia a dia no país que tem sido considerado exemplo por autoridades mundiais e tem conseguido controlar e congelar o número de infectados pelo coronavírus.

“O país está completamente fechado. Decretaram lockdown, que é o isolamento total, em 25 de março. O governo, logo no início da pandemia, decidiu criar níveis para orientar a população sobre a situação. Sabíamos que se chegasse ao nível 4 iriam paralisar tudo. Isso foi importante para que tanto as pessoas quanto as empresas pudessem se organizar”, conta Pablo.

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Desde então, a polícia da Nova Zelândia vem tendo um papel essencial para o cumprimento das medidas. O itabirano relata que apesar dos cidadãos respeitarem e seguirem à risca as regras de isolamento, os policiais se posicionam em diversos pontos da cidade e, caso encontre pessoas transitando, realizam um questionário e emitem um alerta para que elas retornem para casa.

Serviços essenciais

Pablo também lembra que os serviços essenciais, como supermercados e farmácias, foram mantidos no país, mas com controle rígido para que não haja aglomeração. “Os grandes mercados estão abertos com uma demarcação no chão, que mostra onde cada pessoa deve esperar, em fila, para entrar no supermercado. Cada um tem cerca de 30 minutos para realizar as compras, sem estocar produtos”, diz.

Auxílio financeiro às empresas

Assim que entrou em nível 4, o governo paralisou completamente as empresas e comércios não essenciais. Para essa medida, ficou determinado o repasse às empresas por 12 semanas para que elas pudessem pagar os funcionários e tivessem capital para se reerguer quando as cidades voltarem à normalidade. 

“Aqui na Nova Zelândia nós recebemos por semana. Ficou definido entre as empresas e o governo que o teto máximo, neste período de coronavírus, seria de US$ 585,80 (dólares) para quem trabalha 40h semanais e o proporcional para quem trabalha meio período. E tem sido feito. Mesmo sem trabalhar estamos recebendo o dinheiro em conta toda semana, como acontecia normalmente”, explica o itabirano.

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