Os carros elétricos estão se consolidando no Brasil. Em 2025, foram licenciados 30.483 veículos elétricos, representando um aumento de 33% em relação a 2024, segundo a ANFAVEA. No entanto, uma questão persiste entre os consumidores: quanto custa realmente carregar esses veículos?
Custo da recarga residencial
Carregar um carro elétrico em casa é a opção mais econômica. Em São Paulo, a tarifa média de energia elétrica residencial é de R$ 0,90 por kWh. Por exemplo, recarregar completamente um BYD Dolphin, com bateria de 44,9 kWh, custa cerca de R$ 40,41. Essa carga completa oferece uma autonomia de aproximadamente 291 km, comparada a um carro a combustão, que gastaria R$ 106 para a mesma distância.
A decisão por um carro elétrico exige planejamento financeiro devido aos custos de instalação de infraestrutura de carregamento doméstico, como os wallboxes. O custo para um wallbox pode variar entre R$ 6 mil e R$ 12 mil. Apesar do investimento inicial, o custo total acaba sendo menor ao longo do tempo, não apenas financeiramente, mas também ambientalmente.
Os postos de recarga pública oferecem uma alternativa, mas os custos são variados. Em São Paulo, os preços para uso dos carregadores nas redes Tupinambá e EzVolt variam entre R$ 1,50 e R$ 1,97 por kWh. Esse custo é maior que a recarga domiciliar, mas ainda competitivo em relação aos combustíveis fósseis.
Os carros elétricos têm custos operacionais significativamente menores comparados aos veículos a combustão. Por exemplo, enquanto o Chevrolet Bolt gasta R$ 13,75 para percorrer 100 km, um Tracker a gasolina gasta cerca de R$ 55,69 na mesma distância. Essa economia de 75% demonstra a eficiência dos elétricos.
