Nos últimos meses, o preço do milho no Brasil atingiu níveis alarmantes, alcançando o maior valor desde 2022. Essa elevação impacta diretamente a produção de alimentos, especialmente aqueles que dependem do milho como insumo, como frango, suínos e ovos.
Causas da elevação dos preços
A alta no preço do milho é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a crescente demanda das indústrias de carnes e usinas de etanol, além de uma oferta escassa. O primeiro semestre é tradicionalmente marcado por uma menor disponibilidade do cereal, o que agrava ainda mais essa pressão. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê um aumento de 8,3% na produção para a safra 2024/25, mas atrasos na colheita em estados como Santa Catarina e Minas Gerais dificultam a oferta.
Os estoques iniciais da safra 2024/25 estão baixos, totalizando apenas 2,04 milhões de toneladas, em comparação a 7,2 milhões da safra anterior. Glauber Silveira, da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, aponta que a entressafra e a competição comercial entre EUA e China também estão pressionando os preços. A logística cara e a concorrência com a soja têm dificultado o escoamento do milho.
Perspectivas Futuras
Os analistas acreditam que o preço do milho pode sofrer uma desvalorização com a chegada da safrinha, prevista para julho, o que deve aliviar as pressões de custo. Contudo, até lá, é improvável que os preços voltem aos níveis anteriores. Cláudia Scarpelin, pesquisadora do Cepea, alerta que a alta nos preços do milho gera preocupações significativas entre os produtores de ovos, impactando toda a cadeia produtiva..
