A Arábia Saudita tentou comprar a Fórmula 1 em 2023, mas não conseguiu. O país, por meio de seu Fundo de Investimento Público (PIF), fez uma oferta de US$ 20 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 106,4 bilhões. A proposta, no entanto, foi recusada pela Liberty Media, atual dona da categoria.
A informação foi divulgada pela agência Bloomberg, que destacou a posição firme da Liberty Media. A empresa deixou claro que não tem interesse em vender o controle da principal competição do automobilismo mundial, mesmo diante do valor impressionante da proposta.
Em 2017, a Liberty Media pagou cerca de US$ 4,4 bilhões (R$ 23,41 bilhões) para assumir a Fórmula 1. Desde então, o campeonato cresceu muito em audiência e valor de mercado, tornando-se ainda mais atrativo para investidores de todo o mundo.
O tamanho da valorização da F1
Em 2023, a Fórmula 1 estava avaliada em torno de US$ 15,2 bilhões (R$ 80,87 bilhões). Isso mostra que a proposta saudita ultrapassava em muito esse valor, evidenciando o interesse estratégico do país em assumir um papel central no automobilismo.
Apesar da recusa, a Arábia Saudita já tem forte presença na categoria. Desde 2021, o país recebe o Grande Prêmio de Jeddah, realizado em um circuito de rua noturno, que rapidamente se tornou um dos mais marcantes do calendário.
Além disso, a Saudi Motorsport Company (SMC), apoiada pelo PIF, é responsável pela organização da corrida. O país também tem parcerias comerciais com a Fórmula 1 e com a equipe Aston Martin, por meio da petrolífera estatal Aramco.
Esse movimento mostra que a Arábia Saudita quer ampliar sua influência no esporte. Mesmo sem comprar a categoria, o país vem consolidando sua imagem no cenário mundial do automobilismo, misturando esporte, negócios e estratégia de visibilidade internacional.
