O Brasil registrou um aumento de 6% nas emissões de metano, chegando a 21,1 milhões de toneladas, conforme dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Este aumento coloca o país como o quinto maior emissor global de metano, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Rússia. A produção agropecuária no Brasil foi responsável por 75,6% dessas emissões, com a pecuária bovina sendo a maior fonte.
O crescimento das emissões de metano no Brasil é principalmente impulsionado pela fermentação entérica dos bovinos. O país, que possui o segundo maior rebanho bovino do mundo, totalizando 238,6 milhões de cabeças, tem suas emissões aumentadas pelo setor agropecuário. Além da pecuária, o uso de fertilizantes e calcário em atividades agrícolas também contribui para esse cenário.
Metas e desafios
O Brasil aderiu ao Acordo Global de Metano, comprometendo-se a reduzir suas emissões em 30% até 2030. No entanto, ainda enfrenta desafios significativos na implementação de medidas eficazes. As estratégias para mitigar as emissões de metano incluem melhorias na dieta dos bovinos, encurtamento do tempo de abate e incorporação de novas tecnologias agrícolas. Além disso, a gestão de resíduos sólidos e o investimento em energias renováveis são soluções viáveis para reduzir as emissões.
Embora as emissões do setor agropecuário tenham aumentado, o Brasil conseguiu uma redução de 12% nas emissões totais de gases de efeito estufa. Esse resultado foi principalmente devido à queda do desmatamento na Amazônia. Com a COP30 se aproximando, é crucial que o Brasil avance em suas políticas de redução de metano para cumprir seus compromissos internacionais. A abordagem integrada em políticas ambientais pode contribuir de forma significativa para mitigar as mudanças climáticas.
