Santa Catarina anunciou medidas rigorosas de defesa sanitária após a confirmação de um surto de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. A decisão visa impedir a chegada do vírus ao estado. Desde 15 de maio, a entrada de aves vivas e ovos férteis do município gaúcho de Montenegro está proibida. Autoridades estaduais enfatizam a importância de proteger a avicultura local, crucial para a economia catarinense como o segundo maior exportador de carne de frango do país.
O governo catarinense intensificou a fiscalização nas fronteiras com o Rio Grande do Sul. Postos de fiscalização estão revisando documentos e cargas de aves e ovos provenientes da região afetada. A Cidasc orquestrou uma vigilância estrita em propriedades que recentemente receberam animais oriundos do Rio Grande do Sul. Além disso, foram proibidas visitas a instalações de produção para reduzir o risco de transmissão.
Impacto econômico e garantias de segurança alimentar
Em resposta ao surto, a China suspendeu temporariamente as importações de carne de aves do Brasil. Entretanto, autoridades sanitárias asseguram que o consumo de carne de frango e ovos inspecionados é seguro para humanos. O risco de infecções por gripe aviária em humanos é considerado baixo e geralmente confinado a indivíduos com contato direto com aves infectadas.
O impacto econômico sobre os produtores é significativo e a situação está sendo monitorada de perto pelo governo estadual. As autoridades prometem ajustar as medidas conforme necessário, a fim de proteger o setor avícola e a economia de Santa Catarina. A continuidade das medidas de contenção e prevenção será atualizada à medida que novas informações surgirem.
