Poços de Caldas, localizada no Sul de Minas Gerais, enfrenta o risco iminente de escassez hídrica devido à atividade mineradora planejada pela Viridis Mining and Minerals. A empresa tem planos de utilizar os quatro reservatórios de água da cidade para explorar terras raras, minérios fundamentais para tecnologias contemporâneas.
Esse uso dos recursos hídricos surge como uma preocupação crescente entre os moradores, especialmente com previsões que indicam a possibilidade de seca a partir de 2030 se medidas compensatórias não forem adotadas.
Impactos e desafios da mineração em poços de caldas
Colaborando para esse cenário de incerteza, a Meteoric Resources recebeu autorização para estabelecer uma planta piloto de processamento de terras raras. Essa licença, válida por dez anos, potencializa temores sobre o uso intensivo dos recursos naturais locais e possíveis fragmentações ilegítimas nos pedidos de mineração.
O Ministério Público de Minas Gerais está atualmente investigando essas alegações, destacando o risco ambiental de práticas fragmentadas de licenciamento que podem ter efeitos cumulativos prejudiciais.
A presença de uma das maiores jazidas de terras raras do mundo na região atrai o interesse de empresas internacionais. No entanto, o avanço dessas operações levanta preocupações sobre a contaminação dos recursos hídricos, impactando diretamente a agricultura e o turismo, atividades econômicas tradicionais de Poços de Caldas. Movimentos regionais têm intensificado apelos por uma regulamentação mais eficaz e supervisão governamental rigorosa para proteger os interesses locais.
Propostas para mitigação e ações futuras
Diante desses desafios, há discussões em torno da criação de uma mesa de diálogo inclusiva envolvendo todas as partes interessadas. Uma regulamentação ambiental mais rigorosa é crucial para garantir a proteção dos recursos hídricos. Atenções estão focadas no monitoramento contínuo e maior colaboração entre sociedade civil e governo, visando práticas sustentáveis na exploração mineral.
