A capital dos Estados Unidos, Washington DC, destinou US$ 1 bilhão em 2012 para expandir sua rede elétrica subterrânea. O projeto visava reduzir interrupções de energia causadas por tempestades.
Na época, mais da metade da cidade já possuía cabos enterrados, restando apenas linhas auxiliares nos postes. Autoridades locais destacam que o crescimento urbano demanda recursos adicionais para manter o suprimento elétrico confiável e protegido contra intempéries.
Experiências Internacionais
Cidades como Nova York, Londres e Buenos Aires adotaram redes subterrâneas para enfrentar vulnerabilidades similares. Em Nova York, a transição ocorreu ao longo de décadas, mitigando danos de furacões e melhorando a paisagem urbana.
Londres priorizou segurança após incidentes com postes, enquanto Buenos Aires investiu em infraestrutura resistente a enchentes. Essas iniciativas demonstram benefícios em estabilidade energética e diminuição de acidentes elétricos.
Situação Crítica no Brasil
No Brasil, São Paulo enfrenta problemas recorrentes com quedas de energia. Em novembro passado, chuvas intensas e ventos recordes deixaram 2,1 milhões de pessoas sem luz, conforme relatado pela Enel.
Especialistas atribuem os cortes a curtos-circuitos provocados por árvores caídas. Uma solução proposta é enterrar a fiação, reduzindo exposições a condições climáticas adversas. O tema é debatido regularmente por gestores paulistanos e nacionais.
Obstáculos e Vantagens
Implementar redes subterrâneas custa caro e envolve planejamento complexo, como escavações e realocação de serviços. No Brasil, terrenos irregulares e altos custos complicam o processo.
No entanto, essa medida diminui manutenções emergenciais e protege contra desastres naturais. Outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, exploram projetos similares, buscando equilíbrio entre investimento inicial e economia futura.
O Brasil pode se inspirar nessas experiências, priorizando áreas vulneráveis como São Paulo. Com mudanças climáticas intensificando eventos extremos, essa adaptação é crucial para resiliência urbana.
