A onda de calor que atingiu a Europa Ocidental entre 23 de junho e 2 de julho de 2025 causou cerca de 2.300 mortes em 12 cidades, incluindo Barcelona, Madri e Milão. O estudo foi liderado por cientistas do Imperial College London e da London School of Hygiene & Tropical Medicine. Eles utilizaram modelos epidemiológicos e dados de mortalidade históricos para calcular o excesso de mortes associadas ao calor. Essas cidades enfrentaram temperaturas acima de 40°C, com Madri alcançando até 46°C.
Mudanças climáticas sob a mira
Os pesquisadores destacaram que a mudança climática desempenhou um papel crucial no agravamento da onda de calor, elevando as temperaturas em até 4°C em algumas regiões. Esse aumento das temperaturas resultou em mais mortes relacionadas ao calor e demonstra a influência das emissões de gases de efeito estufa, provenientes em grande parte da queima de combustíveis fósseis.
Madri registrou uma significativa proporção de mortes ligadas ao calor, estimadas em 90%. A localização geográfica e uma população mais vulnerável podem ter contribuído para esse resultado alarmante. Estudos indicam que a maioria das vítimas tinha 65 anos ou mais, um grupo particularmente suscetível a condições climáticas extremas.
A onda de calor também provocou incêndios florestais, especialmente na França. Marselha foi duramente atingida, resultando em várias mortes e evacuações. Em resposta, autoridades emitiram alertas de saúde e adotaram medidas emergenciais para proteger as populações afetadas. Infraestruturas urbanas foram ajustadas, e esforços para fornecer assistência a grupos vulneráveis foram intensificados.
O estudo prevê que eventos climáticos extremos, como esta onda de calor, se tornarão mais frequentes com o avanço do aquecimento global. As evidências reforçam a necessidade urgente de ações que reduzam as emissões e adaptem as estruturas urbanas para enfrentar futuros desafios climáticos.
