Recentemente, o Hospital da Grécia deu início à aplicação de uma vacina experimental contra o câncer de pulmão, chamada BNT116. Este projeto faz parte de um ensaio clínico internacional que busca oferecer uma alternativa menos agressiva em comparação à quimioterapia. O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo, com aproximadamente 1,8 milhão de óbitos anuais, e a situação se agrava em estágios avançados da doença, onde as chances de sobrevivência diminuem drasticamente.
Mecanismo de ação da vacina
Desenvolvida pela BioNTech, a mesma empresa que criou vacinas contra a COVID-19, a BNT116 tem como objetivo ensinar o sistema imunológico a identificar e destruir células cancerígenas, prevenindo a reincidência do câncer.
A vacina utiliza tecnologia baseada em RNA mensageiro (mRNA), que apresenta ao organismo marcadores específicos das células tumorais do tipo CPNPC (câncer de pulmão de células não pequenas). Os testes iniciais focarão na identificação de efeitos colaterais e na otimização da fórmula para aumentar sua eficácia.
Projeções alarmantes no brasil
Os casos de câncer de pulmão no Brasil podem aumentar em 65% até 2040, com uma elevação de 74% na mortalidade, caso o consumo de tabaco continue o mesmo. O INCA prevê 14 mil novos casos em mulheres e 18 mil em homens neste ano, com a Região Sul apresentando a maior incidência.
A maioria dos pacientes busca tratamento em estágios avançados, dificultando a recuperação. Com 12% da população adulta utilizando tabaco, o câncer de pulmão gera custos de R$ 9 bilhões ao sistema de saúde anualmente. A nova vacina contra o câncer de pulmão traz esperança, oferecendo uma alternativa menos invasiva e mais eficaz no tratamento.
