Um estudo da Texas Tech University, publicado no Journal of Retailing, investigou como a contagem de calorias influencia as escolhas alimentares dos consumidores. Realizado nos Estados Unidos, o estudo envolveu mais de 2 mil participantes em nove experimentos e concluiu que, ao invés de ajudar, a contagem de calorias nos rótulos pode confundir os consumidores. Isso resulta em escolhas alimentares menos saudáveis.
Na pesquisa, quando os participantes avaliaram alimentos sem considerar as calorias, a diferença entre opções saudáveis e não saudáveis era facilmente identificada. No entanto, a inclusão das informações calóricas gerou insegurança, levando a avaliações mais neutras e menos acuradas. Essa insegurança se refere a um fenômeno chamado “ilusão de fluência calórica”.
Repensando a apresentação das calorias
Para melhorar a eficácia da apresentação calórica, os pesquisadores sugerem o uso de sistemas de semáforo nutricional, que utilizam cores para indicar a saúde de um alimento. Outras abordagens incluem a vinculação das calorias às recomendações diárias médias, embora essa prática possa enfrentar desafios devido às variações individuais nas necessidades calóricas.
As conclusões da pesquisa destacam a necessidade de se repensar as políticas de saúde pública que confiam apenas na transparência calórica. Estes dados indicam que a apresentação de números não é suficiente. É crucial fornecer informações calóricas em um contexto que seja claro e compreensível, ajudando os consumidores a fazerem escolhas informadas.
Em suma, a pesquisa reforça a importância de repensar como apresentamos informações nutricionais, integrando dados em um formato mais educativo e fácil de aplicar. Legisladores e consumidores precisam estar cientes de que, para escolhas alimentares mais saudáveis, o simples foco em calorias não basta.
