A Cracolândia, um dos maiores desafios sociais de São Paulo, está se deslocando para novas áreas. Recentemente, a avenida General Olímpio da Silveira, entre a rua Conselheiro Brotero e a avenida Pacaembu, e a entrada da favela do Moinho se tornaram novos focos de venda e consumo de crack. Essa mudança ocorre apenas quatro meses após a dispersão de usuários da rua dos Protestantes, evidenciando a dinâmica persistente do problema.
No novo ponto, o crack é vendido em uma escadaria que conecta as avenidas General Olímpio da Silveira e Pacaembu. Os usuários podem adquirir a droga em uma espécie de “drive-thru”, sem qualquer cerimônia. Durante uma observação, foram notados pequenos traficantes operando abertamente, enquanto a presença de usuários aumentava, gerando queixas de moradores e comerciantes sobre barulho, sujeira e brigas.
Resposta da prefeitura
A gestão de Ricardo Nunes (MDB) reconheceu a existência dessas novas aglomerações e afirmou ter intensificado os esforços para oferecer tratamento e acolhimento a dependentes químicos. No entanto, a reportagem não encontrou assistentes sociais ou agentes de saúde durante a apuração. A prefeitura relatou que, entre junho e agosto, foram realizadas mais de 15 mil abordagens, resultando em mais de 11 mil encaminhamentos para serviços de saúde e assistência.
Moradores da região, como a manicure Maria Silvana, expressaram preocupação com a deterioração da segurança e a qualidade de vida no bairro. Relatos de barulho constante e aumento de furtos em comércios locais têm se tornado comuns. A presença de dependentes químicos e o comércio de drogas têm gerado um ambiente de medo e insegurança, afetando os negócios e a vida cotidiana dos residentes.
