Os carros elétricos e híbridos têm conquistado espaço significativo no Brasil, com o aumento de incentivos e a conscientização ambiental. Apesar desse avanço, a desvalorização acelerada comparada aos modelos a combustão continua a ser uma preocupação. Em 2024, a depreciação média dos carros elétricos no país foi de 9%, enquanto os híbridos também registraram cerca de 9%. Em contraste, os veículos a combustão depreciaram aproximadamente 6%. Esses números evidenciam um cenário de maior perda de valor para veículos eletrificados.
O impacto da tecnologia na depreciação
A falta de familiaridade com a tecnologia é um dos principais fatores que aceleram a desvalorização dos veículos elétricos e híbridos no Brasil. Muitos consumidores hesitam em investir nesses modelos devido ao custo elevado da substituição das baterias, que pode representar uma parcela significativa do valor total do veículo. Assim, mesmo com a durabilidade comprovada das baterias modernas, a percepção de custos de manutenção elevados persiste.
A infraestrutura de recarga no Brasil está em melhoria lenta, mas existente. Até agosto de 2024, havia 10.622 pontos de recarga públicos e semipúblicos, sendo 89% de carga lenta (AC). Essa limitação desestimula potenciais compradores, contribuindo para a depreciação. A confiança dos consumidores aumenta quando a infraestrutura melhora, tornando os carros elétricos mais atraentes.
A expectativa é que, com o desenvolvimento contínuo do mercado e melhoria na infraestrutura e nos custos de produção, a desvalorização dos veículos elétricos e híbridos possa diminuir. As iniciativas governamentais para incentivar tecnologias verdes e o aumento da familiaridade dos consumidores com essas tecnologias são fatores cruciais nesse processo. Estudos indicam que essas melhorias podem equilibrar ou até inverter a diferença de depreciação entre os carros elétricos e os de combustão nos próximos anos.
