O agronegócio brasileiro continua sendo um dos principais motores econômicos do país em 2024, gerando empregos para aproximadamente 28,4 milhões de pessoas. Isso representa 26% do total de ocupações no Brasil, de acordo com pesquisas recentes. Com um crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior, o setor se destaca por integrar uma diversidade de profissionais, impulsionando a economia brasileira.
Crescimento e setores em destaque
Diversos segmentos do agronegócio impulsionaram esse aumento. A indústria de rações cresceu significativos 18,2% no número de funcionários, enquanto a agroindústria teve um acréscimo de 6,7% nos postos de trabalho. Setores como abate de animais e fabricação de móveis de madeira registraram os maiores aumentos, demonstrando a resiliência e a adaptabilidade do setor diante de desafios econômicos e ambientais.
Uma mudança notável no agronegócio em 2024 foi a transformação no perfil dos trabalhadores. Houve um aumento da participação de pessoas com nível educacional mais elevado, além de mais mulheres ingressando no setor. Essas mudanças refletem uma tendência de profissionalização e modernização, com o setor buscando eficiência e inovação contínuas para se manter competitivo no mercado global.
Desafios no setor primário
Por outro lado, o segmento primário, que inclui agricultura e pecuária, enfrentou dificuldades, registrando uma queda de 4,1% na força de trabalho. A redução de 343 mil postos foi atribuída principalmente à diminuição nas culturas de cereais e na pecuária. Fatores como variações climáticas e avanços tecnológicos reduziram a demanda por mão de obra nesses setores.
Os rendimentos mensais dos trabalhadores do agronegócio aumentaram 4,5% em 2024, superando a média nacional de 4%. Esse crescimento salarial mostra que o setor não é apenas um gerador de empregos, mas também promove melhores condições econômicas para seus trabalhadores.
