Um estudo conduzido pela 4 Day Week Global, em parceria com universidades renomadas, analisou cerca de 3 mil funcionários de 141 empresas nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido para investigar os efeitos de uma semana de trabalho reduzida. A pesquisa, realizada após a pandemia, revelou que o modelo de quatro dias de trabalho por semana, sem redução salarial, trouxe melhorias significativas para a saúde física e mental dos trabalhadores.
As empresas que adotaram a semana de trabalho mais curta relataram menos casos de burnout entre seus funcionários. Uma das principais conclusões foi que o descanso adicional proporcionado por esse modelo resultou em maior satisfação no trabalho, o que também contribuiu para níveis elevados de concentração e motivação. Além disso, a produtividade das equipes aumentou, contrariando a expectativa de que horários mais curtos pudessem prejudicá-la.
Impactos positivos confirmados por dados
A redução das horas de trabalho mostrou não apenas benefícios pessoais, mas também organizacionais. De acordo com os resultados, quase 92% das empresas consultadas decidiram manter o modelo após o período de teste. Esta decisão foi apoiada por aumentos na receita e por uma melhora no equilíbrio entre vida profissional e pessoal dos funcionários. O sucesso do modelo já inspira práticas semelhantes em outros países, como Portugal e Bélgica, onde leis permitem jornadas de quatro dias sem redução salarial.
No Brasil, a discussão sobre a redução da jornada está em ascensão. Pesquisas indicam que 60% dos brasileiros apoiam o movimento para uma semana de trabalho de quatro dias. Observando essas tendências, especialistas apontam que a redução da carga horária pode se tornar uma prática comum, impulsionada pela demanda por melhor qualidade de vida e saúde mental dos trabalhadores. Esse movimento global sinaliza uma mudança significativa nas relações e estruturas laborais.
