A família Wree leva uma vida diferente da maioria das pessoas. Eles moram sozinhos em Süderoog, uma pequena ilha alemã, onde não há vizinhos por perto. “Você não tem ninguém para te irritar, sabe?”, brinca Nele Wree, uma das moradoras, em entrevista à Revista Planeta.
A ilha fica no Mar do Norte e é parte de um Patrimônio Mundial da Unesco. Isolada do continente, a rotina da família depende totalmente do clima e das marés. “É preciso planejar tudo. Até ir ao cinema pode tomar o dia inteiro”, conta Holger Spreer-Wree, marido de Nele.
Viver ali exige preparo e resiliência. Quando as tempestades chegam, a família se protege em um abrigo reforçado. “Essa é a parte mais resistente da casa. Se o resto for destruído, o abrigo ainda vai estar de pé”, explica Holger.
Entre o isolamento e a tranquilidade
Mesmo em um lugar tão remoto, a segurança é garantida. “Se houver uma emergência, ligamos para o 112, como qualquer pessoa. Eles enviam um helicóptero para nos ajudar”, conta Nele. O isolamento, no entanto, exige que tudo seja bem planejado — de mantimentos a transporte.
A educação das filhas, Fenja e Ilvy, também exige deslocamento. A creche e a escola ficam em Pellworm, uma ilha vizinha, o que torna o contato com outras crianças raro. As meninas cresceram acostumadas à tranquilidade e à solidão do lugar.
Para a família Wree, a vida em Süderoog é uma experiência única. “Você tem uma vista ampla de todos os lados, e isso muda a forma como enxerga o mundo”, reflete Nele. Longe da correria das cidades, eles encontram paz em meio ao mar e à natureza.
Apesar dos desafios, os Wree não pensam em mudar de vida. Entre tempestades, silêncio e horizontes infinitos, eles escolheram viver onde poucos se atreveriam — cercados apenas pelo vento, pelas ondas e pela liberdade.
