A Yeesco, empresa de Brusque conhecida pelo comércio online de roupas e acessórios, teve sua falência decretada nesta semana pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, segundo informações do site NSC Total. A marca, que já liderou o ranking de reclamações no Procon de Santa Catarina por atrasos e problemas nas entregas, acumula uma dívida estimada em R$ 73 milhões.
A companhia chegou a apresentar um plano de recuperação judicial para tentar se reerguer, mas a proposta foi rejeitada pelos credores. Em um dos casos, a Yeesco devia R$ 38,6 milhões a uma única empresa e queria quitar a dívida com desconto de 45% e prazo de até 10 anos.
Com a decisão judicial, o Escritório Medeiros Administração Judicial passou a cuidar do processo de levantamento dos bens e ativos da Yeesco. Esses recursos serão usados para pagar as dívidas conforme a lei determina.
Encerramento das lojas e prioridade nos pagamentos
A Yeesco mantinha duas lojas físicas — a matriz em Brusque e uma filial em Capão da Canoa (RS). Ambas foram fechadas e os funcionários, dispensados. O escritório responsável pela administração da falência também fará a venda dos bens restantes para gerar recursos.
Pela legislação, a prioridade no pagamento será para os salários atrasados dos três meses anteriores à falência, com limite de até cinco salários mínimos por empregado. Esses valores devem ser quitados assim que houver disponibilidade financeira.
A empresa, que já figurou entre os 10 maiores sites de moda do país, vinha enfrentando dificuldades desde 2023. A própria Yeesco informou à Justiça que a crise foi agravada pela concorrência acirrada com gigantes do comércio eletrônico como Shein e Shopee.
Com a falência decretada, chega ao fim a trajetória de uma das maiores apostas do e-commerce catarinense, que não resistiu à pressão do mercado e às mudanças no comportamento dos consumidores.
