No cenário competitivo das cervejas brasileiras, a Ambev anunciou um marco significativo: a recuperação da liderança no segmento premium, algo que não acontecia há dez anos.
Esse grupo, composto por marcas como Original, Stella Artois, Corona, Becks e Spaten, registrou um crescimento impressionante de 15% no terceiro trimestre de 2025, em comparação com o ano anterior.
Esse avanço representa o 18º trimestre consecutivo de expansão, consolidando a posição da empresa no topo do mercado.
A estratégia da Ambev focou em diversificar o portfólio, incluindo opções inovadoras. As vendas de cervejas sem álcool, como Corona Cero e Budweiser Zero, aumentaram 20%, enquanto o portfólio de baixas calorias e sem glúten viu um salto de 65%.
Esses números refletem uma adaptação às preferências dos consumidores, que buscam alternativas mais saudáveis sem abrir mão do prazer.
Heineken Enfrenta Desafios e Perde Terreno
Do outro lado da disputa, a Heineken teve um trimestre desafiador. O grupo holandês reportou uma queda de cerca de 15% nos volumes de cerveja, quase o dobro da retração da Ambev, saindo de uma alta posição de liderança. A receita também recuou cerca de 10%, afetada por ajustes de preços realizados em julho, que levaram consumidores a anteciparem compras.
No segundo trimestre, quando a Ambev fez reajustes similares, a Heineken teve melhor desempenho, mas agora a situação se inverteu.
A concorrência se intensificou no segmento premium, onde a Heineken concentrou esforços em marcas como Heineken e Amstel, mas recentemente investiu mais na Eisenbahn.
O principal palco da batalha é o canal on-trade, incluindo bares e restaurantes, onde a Ambev mantém contratos de exclusividade. A Heineken ganhou terreno no varejo, como supermercados, embora esse canal ofereça margens menores.
