Durante a celebração do 50º aniversário da Microsoft, em 4 de abril de 2025, em Redmond, Washington, duas funcionárias foram demitidas após protestos contra a parceria da empresa com o exército israelense. Ibtihal Aboussad, engenheira de software, interrompeu um discurso em meio ao evento, enquanto Vaniya Agrawal manifestou-se em um painel posterior. Os eventos resultaram em demissões, que foram anunciadas oficialmente na segunda-feira seguinte, 7 de abril.
Contexto dos protestos e motivos das demissões
Os protestos foram motivados pela venda de tecnologias de inteligência artificial da Microsoft para uso militar. Informações indicaram que a plataforma Azure e modelos da OpenAI foram utilizados em operações no Oriente Médio. Aboussad criticou publicamente o chefe de inteligência artificial, Mustafa Suleyman, alegando que as tecnologias ajudaram em bombardeios em Gaza e Líbano.
Após o episódio, a Microsoft argumentou que oferece canais internos para que funcionários expressem suas preocupações sem interromper eventos corporativos. Aboussad foi escoltada para fora do evento, resultando em seu desligamento imediato. Agrawal, que já estaria de saída, teve sua demissão antecipada devido à participação no protesto.
Repercussões e impacto corporativo
O ocorrido gerou discussão dentro e fora da empresa. Grupos como o No Azure for Apartheid disseram que a parceria militar teria gerado uma percepção negativa. O incidente trouxe à tona a complexidade de alinhar objetivos comerciais com questões éticas, forçando a Microsoft a reafirmar suas políticas de segurança e comunicação.
Essas demissões destacam os desafios enfrentados por corporações tecnológicas em manter a transparência na execução de suas práticas comerciais. Até o momento, a Microsoft não anunciou alterações na parceria com o exército israelense, porém, a empresa continua a ser observada quanto às suas relações comerciais.
