O Brasil pode estar diante da possível retomada do horário de verão, medida que foi suspensa em 2019. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está avaliando recomendar ao governo federal o retorno da prática para mitigar riscos de apagões nos horários de pico. A decisão deve ser tomada até agosto de 2025, com a intenção de redistribuir a demanda energética e aliviar a pressão sobre o sistema elétrico, especialmente entre 18h e 20h.
A suspensão do horário de verão foi justificada por (segundo o governo) estudos que mostraram que a prática não estava mais trazendo os resultados desejados em termos de economia de energia elétrica. No entanto, um crescimento de 14,1% no consumo de energia é esperado até 2029, conforme o Plano da Operação Energética 2025, destacando a necessidade urgente de iniciativas para suportar a infraestrutura elétrica.
Implicações do retorno
Considerar a volta do horário de verão não é uma decisão simples. Além dos desafios técnicos, o governo estuda complementar essa ação com a contratação de novas fontes de energia. A proposta surge em meio a uma seca prolongada, que está afetando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, aumentando o uso de usinas térmicas e a conta de luz.
Com a seca impactando significativamente os reservatórios, a preservação desses recursos é crucial. Outras medidas igualmente importantes incluem investimentos em energia solar e eólica e ajustes nas operações para garantir a confiabilidade da rede durante períodos críticos.
Diante desses desafios, a expectativa é implementar o horário de verão com a devida antecedência para permitir ajustes na rotina da população e no setor energético. A medida, que funcionou no país por mais de três décadas, pode ser fundamental para assegurar o fornecimento de energia.
