A administração de Donald Trump implementou, em 4 de agosto de 2025, uma nova política que veta a concessão de vistos para atletas trans que desejam competir em categorias femininas nos Estados Unidos. O anúncio, feito pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA, responde a ordens executivas do presidente, intensificando o debate mundial sobre direitos trans e inclusão no esporte.
Política de restrição a atletas trans
O governo Trump justifica a restrição com o argumento de garantir justiça e segurança em competições femininas. A política exclui mulheres trans de categorias tradicionais de visto, como O-1A, EB-1 e EB-2, considerando a presença delas em esportes femininos como um critério negativo. Essa abordagem alinha-se a medidas semelhantes adotadas por organismos esportivos globais, como a World Athletics e a Federação Internacional de Natação, que já possuem restrições à participação de mulheres trans após a puberdade masculina.
Internacionalmente, a decisão tem repercutido fortemente. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Campaign e a GLAAD, criticam a medida, considerando-a discriminatória. Além disso, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos ajustou suas políticas internas para seguir a ordem executiva, gerando tensão entre as federações esportivas globais. Os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, trazem à tona discussões sobre a presença e direitos de atletas transgêneros nas competições.
O movimento da administração Trump marca um ponto crítico nos debates sobre direitos de gênero no esporte. Enquanto estados com políticas restritivas similares consideram o apoio federal como um fortalecimento de suas posições, entidades de direitos humanos prometem continuar lutando por uma maior inclusão. O impacto dessa política está sendo acompanhado de perto, com expectativas de desafios legais e políticos à medida que comitês esportivos internacionais delineiam suas respostas.
