O Mar Báltico ganhou uma nova tonalidade verde em meio à explosão de fitoplâncton em 2025. O fenômeno foi capturado pelo satélite Landsat 9 da NASA no dia 20 de julho, destacando a área ao sul da ilha sueca de Gotland e ao sudeste de Estocolmo. Esta floração é comum nos verões do Hemisfério Norte, mas o nível atual de intensidade está chamando atenção mundial.
As imagens foram obtidas pela NASA, que nomeou a foto “imagem do dia” no blog Earth Observatory em 23 de julho. A mudança deve-se ao aumento de fitoplâncton nos oceanos, que absorve a energia solar, alterando a coloração da água. Estes organismos, semelhantes às plantas, realizam fotossíntese e se multiplicam rapidamente em ambientes com nutrientes abundantes, como nitrogênio e fósforo, combinados com águas mais quentes.
O papel das cianobactérias na coloração esverdeada
As cianobactérias, identificadas pelos especialistas do Instituto Meteorológico e Hidrológico da Suécia, são as principais responsáveis pela cor verde vibrante do Mar Báltico. Apesar de desempenharem um papel crítico no ciclo biogeoquímico do nitrogênio e na base da cadeia alimentar marinha, sua decomposição pode criar zonas hipóxicas, consumindo oxigênio no fundo do mar.
Mudanças climáticas têm influenciado a composição e coloração dos oceanos. Nos últimos anos, mais de metade dos oceanos mundiais têm apresentado mudanças de cor, embora não só devido ao fitoplâncton. Além deste fator, sedimentos e pólen em suspensão também contribuem para a intensidade das novas tonalidades.
As transformações no Mar Báltico são mais do que um espetáculo visual, servindo como um importante indicador dos impactos das mudanças climáticas nos oceanos. O monitoramento constante e a pesquisa intensa são fundamentais para compreender como estas mudanças afetam os ecossistemas marinhos.
