A Barragem das Três Gargantas, localizada na província de Hubei, na China, é a maior hidrelétrica do mundo. Construída sobre o Rio Yangtze, o maior da Ásia, a usina é capaz de gerar 22.500 MW, ultrapassando a produção de Itaipu.
Com 32 turbinas de 700 MW cada, a estrutura produziu quase 112 TWh em 2020, valor superior ao consumo anual de países como Finlândia e Chile. A barragem também serve para controlar enchentes e fornecer água a aproximadamente 40% do território chinês.
A gigantesca capacidade de armazenamento da barragem, cerca de 40 bilhões de litros de água, não impacta apenas a produção de energia. Segundo cálculos da NASA, o peso dessa água é suficiente para deslocar ligeiramente o eixo da Terra. O efeito é mínimo, mas real: o enchimento completo da barragem aumenta a duração do dia em cerca de 0,06 microssegundos.
Energia e engenharia em escala monumental
O Rio Yangtze, também conhecido como Rio Azul, percorre quase dois milhões de quilômetros quadrados, atravessando desfiladeiros naturais chamados Qutang, Wu e Xiling, que deram nome às Três Gargantas.
A usina aproveita essas quedas naturais para gerar eletricidade, substituindo parcialmente a necessidade de combustíveis fósseis e contribuindo para a matriz energética da China. Em comparação, Itaipu, que produziu 103 TWh no seu recorde, já foi superada pela hidrelétrica chinesa, evidenciando a escala industrial da obra.
Além da energia elétrica, a barragem exerce influência sobre o meio ambiente e a geofísica. Alterações no curso do rio e no regime de cheias impactam ecossistemas locais, enquanto o peso do reservatório modifica ligeiramente a distribuição de massa na Terra.
