A disputa entre o músico Emicida e seu irmão Fiôti abalou o cenário cultural brasileiro. Emicida alega que Fiôti desviou R$ 6 milhões da Lab Fantasma, empresa que ambos fundaram em São Paulo, em 2009. Esses conflitos judiciais surgiram após Fiôti tentar assegurar seu papel na gestão da empresa em um processo inicial.
A Lab Fantasma rapidamente se estabeleceu no Jardim Cachoeira, na zona norte da capital paulista. Originalmente uma marca de roupas, a empresa ganhou força ao administrar carreiras de artistas de destaque como Emicida, Rael e Drik Barbosa. Desde o início, a gestão dos irmãos foi fundamental para o crescimento do negócio.
Desafios na gestão compartilhada
No entanto, divergências recentes colocaram essa parceria em xeque. Conforme relatado pela defesa de Emicida, as transferências financeiras questionadas ocorreram entre junho de 2024 e fevereiro de 2025. Tais movimentações foram efetuadas da conta corporativa para a pessoal de Fiôti.
Fiôti, por outro lado, rejeita as acusações. Ele justifica que as transferências ocorreram conforme acordos formais de distribuição de lucros. Além disso, Fiôti relata ter sido afastado injustamente de sua posição na empresa, enfrentando bloqueios em suas funções e retiradas de direitos.
Impactos e questões futuras
O rompimento profissional dos irmãos pegou o público de surpresa. Emicida anunciou a decisão de seguir sem Fiôti na representação de seus interesses artísticos. O finito de uma colaboração de mais de 15 anos marca um ponto crítico na trajetória da Lab Fantasma.
Esse episódio destaca não só tensões em parcerias familiares, mas também os desafios do empreendedorismo cultural. A indústria criativa, frequentemente baseada em relações pessoais, pode enfrentar dilemas quando laços de confiança são quebrados. A resolução desse impasse nos tribunais será acompanhada de perto por observadores e fãs.
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