Um escândalo financeiro abalou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Polícia Federal (PF) revelou, em 2025, um esquema de fraudes que desviou cerca de R$ 6 bilhões dos benefícios de aposentados e pensionistas. A operação, batizada de Sem Desconto, trouxe à tona a participação da Conafer, acusada de aplicar descontos indevidos.
Denúncias ignoradas no passado
Em 2020, um funcionário do INSS levantou suspeitas sobre irregularidades à PF após receber ameaças. Durante a pandemia de Covid-19, a Conafer presenciou um aumento significativo no número de filiados. Embora os números exatos do aumento ainda carecem de confirmação oficial, é inegável que os descontos ilegais já estavam em curso.
A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) identificaram as práticas fraudulentas antes de 2020. Relatórios indicaram um aumento expressivo nos valores descontados: de R$ 400 mil em 2019 para cifras milionárias em 2023, embora números exatos ainda sejam debatidos. Apesar disso, uma ação efetiva contra as fraudes só ocorreu anos depois.
Até o momento, a PF prendeu diversos envolvidos e apreendeu bens relacionados ao esquema. Além disso, o governo federal suspendeu todos os acordos de descontos associativos duvidosos. Um processo de recuperação dos valores roubados está em estágio inicial, com promessas de ressarcimento aos afetados.
O caso destaca a necessidade urgente de uma resposta rápida a irregularidades financeiras, ilustrando como alertas não atendidos contribuíram para a ampliação do escândalo. A Operação Sem Desconto ainda está em curso, e as autoridades esperam justiça para os aposentados e pensionistas lesados.
