O Serviço Geológico do Brasil (SGB) está conduzindo estudos para mapear potencialmente ricas áreas de terras raras em 12 estados. Esta iniciativa, iniciada em 2025, busca confirmar a presença desses minerais valiosos em locais como Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Bahia, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Pará, Rondônia, Roraima, Amazonas e Piauí. As terras raras são essenciais para tecnologias avançadas, como turbinas eólicas e motores elétricos, destacando a importância estratégica dessas descobertas para o Brasil.
O Brasil, com cerca de 21 milhões de toneladas estimadas de reservas de terras raras, possui a segunda maior reserva mundial, atrás apenas da China. Entretanto, hoje o país exporta principalmente matéria-prima bruta, perdendo valor agregado e se mantendo dependente de nações que dominam o refino, como a China. O desenvolvimento industrial interno dessas reservas poderia não apenas fortalecer a economia, mas também melhorar a posição brasileira no comércio global de exportações.
Desafios e investimentos necessários
Apesar do vasto potencial, o Brasil enfrenta desafios significativos, como a falta de infraestrutura tecnológica necessária para o processamento e refino destes minerais. Investimentos em tecnologia e infraestrutura são críticos para que o país possa aproveitar plenamente suas riquezas e competir globalmente. A criação de novas cadeias industriais poderia transformar o cenário econômico nacional, mas requer planejamento estratégico e investimentos consideráveis.
Locais como Araxá e Poços de Caldas em Minas Gerais, e Catalão em Goiás, já passaram por estudos extensivos, confirmando a presença de terras raras. Recentemente, identificações no Piauí ampliaram o mapa de possibilidades. A confirmação dessas reservas seria um passo importante para posicionar o Brasil como um player significativo no mercado de terras raras, que está em rápida expansão.
