Neste domingo, Carlo Acutis foi oficialmente canonizado pelo Vaticano, tornando-se o primeiro santo da geração millennial. Falecido aos 15 anos devido a leucemia, Carlo é agora reconhecido pela Igreja Católica por seu uso inovador da tecnologia para promover a fé. A cerimônia ocorreu na Praça de São Pedro, reunindo cerca de 80.000 fiéis. A decisão do Papa Leo XIV seguiu a confirmação de dois milagres atribuídos a Carlo: a cura de um menino no Brasil e de uma jovem na Costa Rica.
Para ser canonizado na Igreja Católica, um rigoroso processo é seguido. A princípio, é necessário aguardar cinco anos após a morte do candidato, exceto se o Papa dispensar essa espera. Em seguida, o bispo local inicia uma investigação sobre a vida do candidato, que é então nomeado “Servo de Deus”. Nessa fase, teólogos e historiadores avaliam os escritos e práticas religiosas do candidato. O reconhecimento de “virtudes heróicas” eleva o status para “venerável”.
A beatificação requer a comprovação de um milagre, um passo crucial validado por especialistas da Igreja. Em 2010, Carlo Acutis intercedeu na cura de uma criança brasileira com malformação pancreática. Esse reconhecimento permitiu que seu processo avançasse, mostrando sua importância para a Igreja e seus fiéis.
A importância dos milagres
A canonização, como última etapa, exige um segundo milagre, como a recuperação inesperada de uma jovem costarriquenha após um grave acidente. À luz da ciência, o Vaticano precisa verificar que a cura é inexplicável e rápida para autenticá-la como um verdadeiro milagre.
O reconhecimento de Carlo Acutis como santo celebra sua breve, mas significativa, vida dedicada à religião e à tecnologia. Sua canonização deixa um legado para as gerações futuras, evidenciando a interseção entre fé e era digital e inspirando muitos a seguir um caminho de devoção e uso consciente da tecnologia para o bem comum.
