O prolongamento da Via Expressa em Blumenau, Santa Catarina, iniciou em setembro de 2014 com previsão de término em 2017. No entanto, a obra, executada pela Cetenco Engenharia S.A., continua paralisada e enfrenta um atraso de oito anos. Os custos iniciais, fixados em R$ 138,7 milhões, já se multiplicaram, refletindo desafios comuns em projetos de infraestrutura no Brasil.
Desafios e atrasos ininterruptos
A obra, planejada para facilitar o tráfego e melhorar a conectividade na região, enfrenta problemas desde o início. Dos 15,6 quilômetros previstos, apenas três foram pavimentados. A paralisação mais recente ocorreu em outubro de 2024, motivada pela necessidade de revisão do projeto para evitar desapropriações dispendiosas. O governo estadual tem sido convocado a esclarecer as razões do atraso e encontrar soluções para continuar o projeto.
Os desafios financeiros são significativos. Embora o custo inicial fosse de R$ 138,7 milhões, não há confirmações precisas se atingiram R$ 600 milhões, conforme especulado. Ainda assim, a obra reflete os problemas de planejamento e execução, comuns em projetos públicos. O aumento de custos pressiona ainda mais o orçamento local e estadual.
A visita do governador Jorginho Mello à Blumenau, inicialmente prevista para junho de 2025, não pode ser confirmada. A última visita ocorreu em dezembro de 2024, destacando a entrega de outras obras. A expectativa é que o governo estabeleça prazos claros e diretrizes eficazes para a retomada da Via Expressa. A continuidade e conclusão da obra são vitais para melhorar a infraestrutura da região, impactando positivamente a mobilidade urbana e econômica.
