O Global Firepower, um dos levantamentos mais respeitados sobre o exército, divulgou em 2024 a atualização do seu índice PwrIndx. Esse indicador avalia a capacidade militar de 145 países a partir de critérios como efetivo humano, logística, arsenal bélico, orçamento de defesa e infraestrutura.
Na América do Sul, o resultado trouxe destaque para as grandes potências da região, como Brasil e Argentina, mas também chamou atenção para o Suriname, que ocupa a última posição do continente.
Com um PwrIndx de 3.9038, o Suriname figura entre os exércitos mais frágeis não apenas da América do Sul, mas de toda a América Latina. O país, de pequeno território e baixa densidade populacional, não dispõe de recursos expressivos para investimentos militares.
Sua posição geográfica, sem grandes tensões territoriais ou conflitos históricos recentes, também contribui para que a prioridade em defesa nacional seja reduzida em relação a outras áreas, como economia e desenvolvimento social.
Comparação com os demais países da região
O ranking mostra que o Brasil é a maior potência militar da América do Sul, com índice de 0.1944, quase o dobro do poderio argentino, que aparece em segundo lugar. Na sequência estão Colômbia, Chile e Peru, que mantêm estruturas robustas em função de sua relevância geopolítica e de desafios internos e externos. Já países como Paraguai, Uruguai e Bolívia possuem forças armadas menores, mas ainda superiores às do Suriname.
A discrepância se explica pela combinação entre orçamento limitado e ausência de grandes ameaças. Enquanto nações como Colômbia e Venezuela mantêm contingentes militares significativos por razões estratégicas e de segurança, o Suriname não enfrenta o mesmo nível de pressão.
