Em um cenário de mudanças no mercado de vinhos, os Estados Unidos emergiram em 2024 como os maiores consumidores globais do produto. Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) indicam que o país consumiu 33,3 milhões de hectolitros, superando tradicionais potências como França e Itália. A pesquisa aponta uma queda de 5,8% no consumo de vinho norte-americano em relação ao ano anterior, mesmo com sua liderança no ranking.
A ascensão dos Estados Unidos ocorre em um contexto de declínio no consumo global de vinho, que atingiu o menor nível desde 1961. De acordo com a OIV, esta tendência é resultado de fatores como mudanças nos hábitos dos consumidores, aumento dos preços e condições climáticas adversas que impactaram negativamente a produção mundial. A retração foi percebida em diversos países, refletindo o perfil de consumidores que buscam maior seletividade e consciência em suas escolhas.
Impactos do declínio no consumo de vinho
Na Europa, a França registrou uma redução de 3,6% no consumo de vinho, e a Alemanha uma queda de 3%. Apenas algumas nações, como Espanha, Rússia e Portugal, conseguiram aumentar ligeiramente seu consumo. Esses números refletem um movimento em direção à moderação no consumo e uma procura por alternativas com menor teor alcoólico.
Portugal lidera a lista de consumo per capita de vinho, com 61,1 litros por pessoa. Este fato sublinha a importância do vinho na cultura portuguesa, alimentada por preços acessíveis e uma robusta indústria de enoturismo. Em contraste, embora os EUA liderem o consumo total, não entram no top 10 do consumo per capita, revelando diferenças marcantes entre os países.
