Nos últimos anos, os catalisadores automotivos se tornaram um dos principais alvos de criminosos na grandes cidades brasileiras. Esses componentes, essenciais para o controle de emissões de poluentes, contêm metais preciosos como paládio, platina e ródio, que os tornam extremamente valiosos. Com o aumento do preço desses metais no mercado internacional, os furtos de catalisadores dispararam, tornando muitos veículos vulneráveis.
O funcionamento e o valor dos metais
Os catalisadores funcionam através de uma estrutura interna revestida por metais nobres, que facilitam reações químicas para reduzir a emissão de gases tóxicos. O valor elevado do paládio, que em 2025 chegou a cerca de R$ 195 por grama, e da platina, a R$ 215 por grama, faz com que esses componentes sejam altamente cobiçados por quadrilhas especializadas. A facilidade de remoção, que pode ser feita em poucos minutos com ferramentas simples, contribui ainda mais para o aumento dos furtos.
Após o furto, os catalisadores são vendidos a ferros-velhos ou atravessadores, que extraem metais preciosos. O processo envolve desmontar a cápsula de aço inoxidável e retirar a colmeia cerâmica interna, onde os metais estão depositados. Esses materiais são então separados por processos químicos industriais, permitindo sua reutilização em diversas indústrias, como a automotiva e a joalheira.
Certos modelos de veículos, especialmente utilitários e SUVs, são mais visados devido à facilidade de acesso ao catalisador. Automóveis mais antigos, que possuem uma maior concentração de metais nobres, também estão na mira dos ladrões. Portanto, é crucial que os proprietários desses veículos adotem medidas de segurança.
Para proteger seu carro contra furtos de catalisadores, considere as seguintes dicas:
- Estacione em áreas bem iluminadas e movimentadas.
- Instale dispositivos de proteção, como grades no escapamento.
- Utilize alarmes com sensores de movimento.
- Evite deixar o veículo estacionado por longos períodos em locais de risco.
