Pelé, o Rei do Futebol, não só conquistou gramados como deixou marcas no cinema. Em 1981, durante as filmagens de “Fuga para a Vitória”, o astro brasileiro quebrou o dedo de Sylvester Stallone em uma cena de pênalti. A anedota, revelada anos depois, une esporte e tela grande em um episódio inesquecível.
O filme, dirigido por John Huston, retrata prisioneiros de guerra aliados formando um time para enfrentar oficiais nazistas na Segunda Guerra Mundial. Pelé interpretou um jogador, e Stallone, o goleiro. Fora das câmeras, a rivalidade virou realidade.
O Pênalti que Virou Acidente
Tudo aconteceu em uma cobrança de pênalti. Stallone contou à BBC: “Foi um dos pontos mais baixos da minha vida. Pelé usou chuteiras antigas, com ponta de aço, e a bola veio como uma bala de canhão”. O Rei avisou onde chutaria, acertando em cheio.
Na segunda tentativa, Stallone se moveu, mas a bola acertou sua mão, quebrando o dedo. “Rasgou a rede e quebrou uma janela no quartel”, descreveu o ator. O incidente marcou o set, mas fortaleceu a amizade entre os dois.
Pelé, com sua precisão lendária, transformou a cena em lenda. O filme se tornou o mais famoso do Rei em Hollywood, misturando ação, drama e futebol.
Filme Icônico e Carreira de Pelé no Cinema
“Fuga para a Vitória” capturou o espírito resiliente do esporte. Pelé, ao lado de Michael Caine e Max von Sydow, brilhou como ele mesmo. Sua carreira cinematográfica foi breve, mas impactante, com participações em outros títulos como “O Pelé Eterno”.
O longa de 1981 destacou o futebol como ferramenta de liberdade. Para Pelé, era uma chance de globalizar sua imagem além dos campos. O acidente com Stallone adicionou um toque de humor à produção.
Anos depois, Stallone gerou polêmica ao criticar o Brasil. Durante as gravações de “Os Mercenários” em 2010, no Rio de Janeiro, o ator reclamou da segurança e da organização.
