Entre os dias 26 e 29 de maio, os preços das laranjas de mesa diminuíram devido à abundante oferta dessas frutas. Nesta semana, a média de preço da laranja pera in natura foi de R$ 74,68 por caixa de 40,8 quilos, representando uma redução de 3,42% em relação à semana anterior. Esse fenômeno ocorre principalmente em regiões produtoras no Brasil como São Paulo, onde o aumento na produção de variedades precoces como Westin e Hamlin impacta diretamente o mercado.
Produção excedente e seus efeitos
Os produtores enfrentam desafios devido à grande oferta de laranjas precoces. A variedade Westin está a R$ 71,05 por caixa, enquanto a Hamlin a R$ 69,68, com alguns preços registrando quedas de até 8,4%. Esse excesso de oferta pressiona os preços e eleva o desafio de manejo para os produtores. Algumas indústrias inclusive pararam de moer as frutas, ampliando o problema para o mercado de mesa.
No mercado de suco de laranja, há desvalorização devido à baixa qualidade das frutas destinadas à industrialização. Como resultado, frutas de qualidade inferior aumentam a oferta no mercado de mesa. Embora as laranjas de melhor qualidade sejam direcionadas para o consumo in natura, isso não mitiga os desafios do setor, uma vez que o preço médio por caixa para a indústria também caiu, refletindo a oferta abundante e a desvalorização externa do suco.
Os produtores terão que reavaliar suas estratégias frente à contínua pressão sobre os preços. A expectativa é que a alta oferta continue influenciando os preços no curto prazo, exigindo ajustes na produção e distribuição de laranjas. Os produtores podem buscar alternativas para escoar o excesso ou rever suas colheitas futuras para melhor alinhar com a demanda do mercado.
