Em 2023, foi lançado um novo projeto para tentar despoluir o Rio Tietê até 2026, com um investimento previsto de R$ 5,5 bilhões. O programa conta com parcerias público-privadas e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Entre as ações estão a ampliação da rede de saneamento básico, o desassoreamento do rio — remoção de areia e sedimentos acumulados —, o aprimoramento do monitoramento da qualidade da água e a recuperação da fauna e flora ao redor do rio.
Histórico e desafios
A primeira iniciativa para melhorar as condições do Tietê começou em 1992, e desde então a Sabesp já investiu mais de R$ 3 bilhões. A secretária do Meio Ambiente, Natália Resende, reconhece a complexidade do desafio e destaca a importância da participação de todos os atores envolvidos para garantir uma política efetiva e de longo prazo.
Gustavo Veronesi, coordenador da SOS Mata Atlântica, vê sinais animadores na última década, com redução da mancha de poluição e avanços na coleta de esgoto. Ele ressalta a necessidade de continuidade dos esforços para que os resultados se consolidem. O Rio Tietê, com cerca de 1.100 km, atravessa 62 municípios e divide a capital paulista ao meio, sendo vital para a região metropolitana.
Investimentos recentes
Entre 2011 e 2021, o governo paulista investiu mais de R$ 2 bilhões em contratos para a despoluição do rio, segundo o Tribunal de Contas do Estado. A Prefeitura de São Paulo informou que possui um Plano Municipal de Saneamento que prevê a universalização da coleta de esgoto até 2033, com investimentos médios anuais de R$ 1 bilhão.
Situação em 2025: avanços e desafios
Em 2025, o estudo “Observando o Tietê” mostrou que a mancha de poluição diminuiu 16% em um ano, passando de 207 km para 174 km. Apesar da melhora, o nível de poluição ainda é alto e preocupa ambientalistas. Problemas como variações climáticas, descargas de esgoto e eventos extremos dificultam a recuperação total do rio.
