O cavalo crioulo reafirma seu destaque no Brasil, com uma movimentação financeira de R$ 400 milhões em 2024, principalmente no Rio Grande do Sul, onde 85% do rebanho está concentrado. Essa quantia ressalta a importância da raça, que não apenas tem forte presença nas fazendas, mas também desempenha um papel essencial em competições esportivas e no crescimento econômico local.
Em 2024, o Estado registrou um aumento significativo de 42% nas inscrições para exposições morfológicas. Além disso, as prévias para eventos de grande prestígio, como o Freio de Ouro e o Bocal de Ouro, cresceram 93%. Isso consolida o Rio Grande do Sul como o principal polo para o desenvolvimento do cavalo crioulo, atraindo criadores e investidores.
Mercado em ascensão
A venda de cavalos crioulos atingiu R$ 110 milhões até novembro de 2024, com um preço médio de R$ 22 mil por animal em cerca de 200 leilões realizados. Esse número sublinha a ligação cultural e econômica que a população gaúcha mantém com essa raça. Além disso, a raça é considerada um investimento atraente por sua genética valorizada e a crescente popularidade em eventos esportivos.
A demanda pelo cavalo crioulo se estende além do Rio Grande do Sul. Apreciado em diversas regiões, o animal é visto como um patrimônio cultural, reforçado pela sua presença em competições de destaque.
O cavalo crioulo não representa apenas um recurso econômico, mas também cultural. Eventos que envolvem a raça movimentam o turismo e são fundamentais para a economia local. Iniciativas culturais visam preservar as tradições gaúchas e educar jovens sobre a herança regional, fortalecendo o orgulho local e mantendo vivas tradições antigas. Com uma trajetória marcada por crescimento contínuo, a expectativa é de que o setor siga se expandindo nos próximos anos.
