Localizado na Indonésia, o rio Citarum é considerado o mais poluído do mundo. Com 190 milhas de extensão, ele nasce no Monte Wayang e deságua no Mar de Java, passando por regiões industriais e agrícolas de Java Ocidental.
Antigamente, suas águas eram limpas e essenciais para a agricultura, pesca, abastecimento e geração de energia elétrica. Hoje, o rio está tomado por resíduos industriais, domésticos, plásticos, esgoto bruto e produtos químicos tóxicos, tornando suas águas praticamente invisíveis e impróprias para uso.
Impactos ambientais e sociais
A poluição do Citarum começou a se intensificar nos anos 1980, com a instalação de mais de 800 indústrias têxteis que despejavam corantes e produtos químicos no rio. Atualmente, são mais de 2.000 indústrias próximas, além do despejo de resíduos domésticos e agrícolas.
Isso causou a diminuição da biodiversidade, afetando peixes e plantas aquáticas, e provocou problemas de saúde na população local, como irritações na pele, problemas respiratórios e gastrointestinais. A falta de um sistema eficiente de coleta e tratamento de resíduos agrava ainda mais a situação.
Inovação em Shenzhen
Enquanto isso, na cidade de Shenzhen, no sul da China, está em construção a maior usina de produção de bioenergia a partir do lixo do mundo. Com capacidade para processar cerca de 5 mil toneladas de resíduos diariamente, a planta tem previsão de iniciar suas operações ainda em 2020.
A usina será capaz de converter um terço do lixo produzido diariamente pela população da região metropolitana de Shenzhen — que conta com cerca de 20 milhões de habitantes — em energia elétrica. O processo utiliza a incineração dos resíduos para gerar calor, que aciona turbinas responsáveis pela produção de eletricidade. Além disso, a instalação conta com cerca de 40 mil metros quadrados de painéis solares em seu teto, ampliando a geração de energia limpa.
A crise do rio Citarum pode se transformar em uma oportunidade de negócio sustentável. Investir em tecnologias de tratamento de resíduos e geração de energia limpa pode não só recuperar o rio, mas também gerar empregos e renda para a região.
