O BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, lançou oficialmente em outubro de 2024 o BRICS Pay. Este sistema visa reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais, permitindo pagamentos diretos entre moedas locais como o real e o yuan. A estreia ocorreu no Fórum Empresarial do BRICS, em Moscou, Rússia. Esta inovação baseia-se em modelos de sucesso da China e Rússia, e busca fortalecer a autonomia financeira dos membros do bloco.
Inspirado no Pix brasileiro, o BRICS Pay é uma plataforma de pagamentos descentralizada. Ele conecta bancos centrais e instituições financeiras dos membros, facilitando operações financeiras sem a necessidade de converter valores em dólares ou euros. Este sistema oferece operações rápidas e seguras, sendo particularmente benéfico para países que enfrentam sanções, como o Irã.
O Irã e os Emirados Árabes Unidos, presentes na 16ª Cúpula do BRICS, demonstraram interesse no sistema. Para esses países, que enfrentam restrições internacionais, o BRICS Pay representa uma oportunidade de explorar rotas comerciais com menos interferências ocidentais.
Desafios e perspectivas futuras
Embora promissor, o BRICS Pay enfrenta desafios, como a volatilidade das moedas locais e a necessidade de modernizar a infraestrutura tecnológica. Economistas acreditam que, se for bem-sucedido, o sistema poderá movimentar expressivamente o mercado financeiro dos países do BRICS até 2030. Para o Brasil, isso significa a possibilidade de expandir o comércio internacional sem complexidade nas conversões monetárias.
No entanto, ainda não há dados específicos que confirmem os volumes de transação esperados para os próximos anos. A eficácia do BRICS Pay dependerá da adoção entre os países membros e da confiança dos usuários na plataforma. O projeto reflete o esforço do BRICS de ampliar a desdolarização e diminuir a dependência de sistemas financeiros ocidentais.
