Em 2025, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançou um relatório que destaca uma queda significativa nas taxas de fertilidade mundial. O estudo, abrangendo 14 países e representando 37% da população global, revela que, embora muitas pessoas queiram ter mais filhos, barreiras econômicas e sociais impedem esse desejo. Esta situação gera preocupações sobre o envelhecimento populacional e a redução da força de trabalho, exigindo ação imediata.
Quem são os impactados?
O relatório do UNFPA aponta que as restrições financeiras representam a maior dificuldade para aumentar o tamanho das famílias. Cerca de 39% dos entrevistados identificaram problemas econômicos como o principal obstáculo. Além disso, a instabilidade no emprego e falta de moradia acessível complicam a situação. A pesquisa incluiu nações populosas, como China, Índia, EUA e Brasil, que juntas compreendem uma parcela significativa da população mundial.
A desigualdade de gênero também se destaca no relatório como um fator que agrava o declínio na fertilidade. Mulheres enfrentam desafios especiais, como a falta de autonomia sobre suas decisões reprodutivas e a carga desigual de trabalho doméstico. O relatório indica que muitas mulheres ainda são pressionadas a se tornarem mães, apesar das condições adversas. Cerca de 44% das mulheres são incapazes de exercer total controle sobre suas escolhas de saúde reprodutiva.
Para enfrentar essa crise, a ONU recomenda políticas que priorizem direitos reprodutivos e o acesso a serviços de fertilidade. Além disso, sugere a promoção de políticas que favoreçam a conciliação entre trabalho e família. O UNFPA também acentua a importância da migração para enfrentar a escassez de mão de obra e manter a produtividade econômica.
