A riqueza mineral de Minas Gerais é incalculável, com destaque para a extração de ouro. A maior mina subterrânea de ouro em operação do Brasil, essencial na América Latina, está em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. Gerida pela AngloGold Ashanti, a Mina Cuiabá opera a mais de 1.600 metros de profundidade. Atualmente, a mina produz entre 8 e 10 toneladas de ouro por ano, inserida num contexto onde todo o processo de produção envolve tecnologia avançada e investimentos significativos.
Detalhes da operação
Na Mina Cuiabá, a tecnologia é fundamental para manter a operação. Para obtenção de 6 gramas de ouro, são necessárias quase uma tonelada de rochas, destacando o custo e a complexidade da operação. Equipamentos modernos garantem eficiência e segurança, com galerias que somam aproximadamente 330 km. No interior da mina, sistemas de ventilação mantém o ambiente a 24°C, enquanto robustas infraestruturas, como escritórios equipados com Wi-Fi, permitem total conectividade.
A Mina Cuiabá funciona como uma cidade subterrânea. Aproximadamente 1.000 trabalhadores atuam em turnos, monitorados por sistemas GPS para segurança e logística. Investimentos em segurança laboral, incluindo treinamentos com realidade virtual, preparam os funcionários para emergências. A AngloGold Ashanti não poupa recursos: um exemplo é o investimento em vídeos de simulação, parte de um compromisso contínuo de segurança operacional.
O ouro segue um ciclo de extração até a transformação final em barras puras de 99,99% de pureza. Todo o processo dura cerca de uma semana, culminando na planta do Queiroz, em Nova Lima. O futuro da Mina Cuiabá parece promissor, com operação prevista até 2050, de acordo com as condições econômicas e tecnológicas. Essa continuidade reforça sua importância na mineração de ouro no Brasil.
