A delegação do Porto enfrentou protestos ao desembarcar no aeroporto Francisco Sá Carneiro, em data próxima a 24 de junho, após ser eliminada na fase de grupos do Mundial de Clubes. Cerca de 50 torcedores manifestaram seu descontentamento, simbolizando a insatisfação com a atuação do time no torneio. Vaias e xingamentos foram dirigidos aos jogadores e à comissão técnica, em resposta à fraca campanha na competição internacional.
O Porto empatou em 4 a 4 contra o Al Ahly em uma partida decisiva, insuficiente para avançar, já que o grupo A teve Palmeiras e Inter Miami qualificados com cinco pontos cada. O Porto terminou com apenas dois pontos, marcando o encerramento de uma campanha decepcionante considerando suas expectativas.
Reação dos torcedores e medidas de segurança
A hostilidade dos torcedores foi evidente no aeroporto. Muitos dos manifestantes estavam vestidos de preto como sinal de luto pelo desempenho da equipe. Houve tumulto quando tentaram bloquear o ônibus da delegação, exigindo que a polícia interviesse para liberar o transporte da equipe. Balas de borracha foram utilizadas para dispersar a aglomeração, refletindo a tensão do momento.
A frustração dos torcedores não foi um incidente isolado, mas parte de uma insatisfação crescente com a temporada geral do Porto. Além da eliminação precoce no Mundial, o clube também terminou em terceiro no Campeonato Português, longe da disputa pelo título.
As críticas foram dirigidas principalmente ao técnico Martín Anselmi e ao presidente André Villas-Boas, cuja liderança tem sido questionada. A pressão por mudanças na gestão do clube é alta, com muitos torcedores pedindo reformas antes do retorno aos treinamentos, programado para datas próximas do início de julho.
