Os carros elétricos estão ganhando popularidade no Brasil, enquanto muitos consumidores ainda se perguntam: carregar um carro elétrico em casa é financeiramente viável? Para responder essa pergunta, o ideal é analisar os custos de energia elétrica e infraestrutura, e comparar com veículos a combustão.
Carregar um carro elétrico em casa no Brasil pode ser economicamente vantajoso, dependendo da tarifa de energia local. Nas residências brasileiras, o preço do quilowatt-hora (kWh) varia entre R$ 0,60 e R$ 1,12. Em São Paulo, por exemplo, uma recarga completa do BYD Dolphin custa cerca de R$ 30,30, enquanto em Belo Horizonte o preço é ligeiramente superior.
Considerações sobre infraestrutura residencial
Além do custo de energia, é necessário investir em um ponto de recarga em casa. A instalação de um wallbox pode custar entre R$ 3 mil e R$ 17 mil, dependendo da potência do carregador e da complexidade do projeto. Fatores como a distância do quadro de energia e a necessidade de adaptações influenciam o custo.
Uma alternativa à recarga em casa são os eletropostos. No entanto, eles geralmente têm um custo por kWh mais alto. No Rio de Janeiro, a recarga em postos públicos pode chegar a R$ 2,40 por kWh. Além disso, esses pontos exigem aplicativos específicos e podem estar ocupados, tornando a opção residencial mais prática para quem utiliza o carro diariamente.
O custo por quilômetro rodado de um carro elétrico, como o Renault Kwid E-Tech, é menor comparado ao de veículos a combustão. O Kwid E-Tech, por exemplo, apresenta um custo médio de R$ 0,10 por quilômetro, enquanto um carro a gasolina pode exigir R$ 0,42 por quilômetro. A estabilidade das tarifas elétricas oferece uma vantagem sobre os constantes aumentos de preços dos combustíveis.
