O Brasil está sob pressão econômica devido a uma nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira, em vigor desde 1º de agosto de 2025. As estimativas indicam uma possível perda de até US$ 1,3 bilhão em vendas para o setor, o que representa cerca de 200 mil toneladas de carne que deixarão de ser exportadas, impactando diretamente os frigoríficos nacionais.
Tarifa provoca desafios comerciais
A imposição tarifária ocorre em um contexto de desafios comerciais, já que o Brasil superou tarifas anteriores, mas a nova taxa torna as exportações para os EUA economicamente inviáveis. Produtos como cortes desossados congelados e sebo bovino são os mais impactados, com tarifas elevadas que reduzem a competitividade da carne bovina brasileira, agora cotada a aproximadamente US$ 8.590 por tonelada no mercado norte-americano.
Para mitigar os impactos, o governo brasileiro está buscando abrir novos mercados, com foco no Japão, China e outros países asiáticos. Além disso, o México tem mostrado um crescimento significativo nas importações de carne bovina brasileira, surgindo como uma alternativa viável. Esforços estão em curso para habilitar mais frigoríficos na América Latina, visando substituir parte do mercado perdido com as novas tarifas nos EUA.
As tarifas americanas não implicam somente desafios ao Brasil; as pressões inflacionárias nos EUA, devido à menor produção de rebanho local, podem abrir novos mercados para nações que desejem ocupar a posição deixada pelos produtos brasileiros. Apesar das dificuldades imediatas, o Brasil permanece otimista quanto à sua capacidade de adaptação e está intensificando suas estratégias de exportação para garantir uma presença contínua no mercado global de carne bovina.
