O impacto positivo dos investimentos em recuperação e preservação ambiental

O desenvolvimento sustentável tem se tornado cada vez mais importante

O impacto positivo dos investimentos em recuperação e preservação ambiental
Santo Antonio do Grama, 25 de maio de 2018 Imagens das acoes de mitigacao do vazamento do mineroduto Minas Rio, na ciade de Santo Antonio do Grama. Na foto detalhe da funcionaria da Anglo American, Viviane Salvador. Foto: Bruno Magalhaes / NITRO.

A Anglo American conta com uma série de ações de apoio ao desenvolvimento sustentável nas regiões onde atua, com programas na área ambiental que visam não apenas mitigar os impactos de suas operações, mas também trazer ganhos na preservação e recuperação de áreas degradadas pela atividade humana em geral.

Somente na região do Minas-Rio já são 12 mil hectares preservados pela empresa, o que equivale a 12 mil campos de futebol, compostos por áreas de compensação, preservação permanente e reservas legais destinados à conexão entre elas. Isso significa seis vezes mais áreas protegidas do que a área impactada pelo empreendimento.

“A legislação determina que deve haver duas vezes mais áreas protegidas do que impactadas. Até o momento, já fizemos pelo menos o triplo da nossa obrigação, voluntariamente”, explica Tiago Alves, gerente de meio ambiente da empresa. O compromisso da mineradora com o desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental levou a empresa a estabelecer várias metas de estabilidade nos campos ambiental, de biodiversidade e preservação. “Nosso compromisso global é alcançar impacto positivo em biodiversidade até 2030.”

A empresa planeja regionalmente a alocação das áreas protegidas, de forma a promover a conexão dos demais remanescentes de vegetação nativa presente na região, protegidos na forma de parques, Área de Proteção Ambiental (APAs),  Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPNs), e reservas legais de proprietários.  

Alves ressalta, ainda, que a companhia busca garantir uma visão ecológica de conectividade, o que é crucial para a otimização do processo de recuperação ambiental. “A preservação dos segmentos isolados funciona de forma mais adequada se houver uma conexão ecológica entre eles. Isso torna ainda mais importante toda essa visão sistêmica, especialmente por estarmos operando na região da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, reconhecida globalmente por seu grande valor ecológico”, reforça o gerente de meio ambiente da empresa.

Anglo American

Recuperação de nascentes

De forma geral, a Anglo American segue duas linhas principais de atuação: preservação dos ecossistemas e recuperação ambiental. Tiago Alves destaca a recuperação de mananciais como uma importante área de atuação. “Hoje, estamos focados da Bacia do Rio Santo Antônio. Apesar de não fazer parte da nossa área de impacto, reconhecemos a importância dessa bacia para a região em que estamos atuando”. Ao todo, 30 nascentes, em 23 propriedades dos distritos de Santo Antônio do Norte e Santo Antônio do Cruzeiro, estão sendo recuperadas graças a uma parceria da companhia com os produtores rurais e organizações do terceiro setor que atuam no território. Segundo ele, o apoio desses produtores tornou-se fundamental para a preservação de nascentes que vem sendo promovida pela empresa.

Preservação da fauna selvagem

Além das áreas protegidas e da recuperação de nascentes, a preservação da fauna é outro foco de atuação para a sustentabilidade na Anglo American. O monitoramento da fauna da região vizinha às operações envolve a atenção a alguns animais específicos como, por exemplo, o acompanhamento por radiotelemetria (monitoramento remoto de animais silvestres) da população de lobos-guará, que visa detectar padrões de comportamento e atuar caso as atividades da empresa influenciem nesses padrões. 

Outro exemplo é o processo elaborado para a descrição de uma nova espécie de perereca do gênero Aplastodiscus. A espécie foi encontrada inicialmente em 2010, na Serra do Cipó. Após o início das atividades de monitoramento de fauna pela Anglo American, ela foi detectada também na área do entorno do Minas-Rio. Por ser uma espécie nova, ainda não possui sua descrição formal conforme as regras de nomenclatura científica.

Anglo American
SONY DSC

Essa descrição é de grande importância para a manutenção da população local do animal, uma vez que só depois desse trabalho será possível atuar de forma eficiente em sua preservação. “Nós lideramos as pesquisas desse tema na Serra do Espinhaço. Desde 2008, da base dados da Anglo American gerou um banco de dados que inspirou publicações, livros e artigos. Além disso, esse trabalho tornou-se referência para instituições de ensino como a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade de São Paulo (USP)”, afirma Tiago Alves.

Isso ocorre porque a empresa está atenta aos impactos da mudança da dinâmica de ocupação do território. Tiago Alves chama a atenção para o fato de que a cobertura vegetal na área em que a empresa atua aumentou. “Dessa maneira é possível investir na criação de corredores ecológicos que permitem que animais de grande porte, como onças e lobos-guará, tenham espaço suficiente para ter capacidade de reprodução”, pontua.

Resgate de animais domésticos abandonados

Um dos projetos mais recentes da Anglo American é o Centro de Acolhida e Abrigo de Fauna, no qual a mineradora se comprometeu a fazer a manutenção e gestão de um centro de referência em bem-estar de fauna doméstica abandonada.

“Abraçamos esse projeto em setembro de 2020. O centro passará por reestruturação, contratação de profissionais especializados, treinamento da mão de obra e criação de protocolos de atendimento”, detalha Tiago Alves. Além disso, a Anglo American também deve formalizar parcerias para criar políticas de educação ambiental, trato humanitário de animais, adoção consciente e treinamento de agentes públicos.

Anglo American

Em 2021, as atividades serão intensificadas nos municípios da região de Conceição do Mato Dentro e Santo Antônio do Grama. A empresa pretende investir na expansão da iniciativa, já que o programa tem grande potencial de crescimento.

A ideia é que, em dois anos, a capacidade de suporte da iniciativa chegue a pelo menos 20 municípios de Minas Gerais. “Buscamos apoio de diversas entidades em nossos muitos projetos. Cada vez mais queremos trabalhar em parceria com o terceiro setor para conseguir maior alcance territorial e chegar mais perto das pessoas capazes de fazer essa gestão conosco”, finaliza Tiago Alves.

MAIS NOTÍCIAS