Operação da PF combate associação que “vendia vagas” na UFMG

Investigação durou pouco mais de um ano

Operação da PF combate associação que “vendia vagas” na UFMG
Foto: Divulgação/UFMG

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (14), a operação Policial “Hipócrates”. A ação, tinha como objetivo combater associação criminosa que atuava oferecendo e vendendo vagas nos cursos de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo a PF, durante a investigação, que durou mais de um ano, foi constatado que os estelionatários teriam utilizado documentos falsos, contendo o timbre e assinaturas falsificadas de servidores da Faculdade de Medicina da UFMG. Os envolvidos também teriam feito reuniões e entregas dos documentos  nas dependências da instituição de ensino, buscando dar credibilidade às negociações ilícitas.

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Depósitos bancários em contas vinculadas aos estelionatários e transferência de bens – como veículos – eram formas de pagamento adotadas pelos interessados. Como as vagas negociadas não lhes eram disponibilizadas, os compradores entravam em contato com a Faculdade, para saber o que teria ocorrido. As contas bancárias foram usadas para a movimentação de mais de um milhão de reais durante o período de apuração.

A PF representou pelo bloqueio judicial das contas dos investigados e por mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Belo  Horizonte. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Contagem, Goiânia(GO), Rio de Janeiro (RJ). Os investigados  responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de documento, uso de documento falso e associação criminosa, podendo cumprir até 20 anos de prisão, se condenados. 

Seguindo todos os protocolos de cuidados do Ministério da Saúde em face da pandemia do Covid-19, a PF continua trabalhando.

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