Vale já tem 15 barragens suspensas pela Justiça em Minas Gerais

Já chegam a 15 as barragens da Vale com atividades suspensas por determinação judicial em Minas Gerais. A última a ter a interrupção determinada foi a barragem de Campo Grande, em Mariana, por decisão da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude daquela comarca anunciada nesta terça-feira, dia 16. A decisão também […]

Vale já tem 15 barragens suspensas pela Justiça em Minas Gerais

Já chegam a 15 as barragens da Vale com atividades suspensas por determinação judicial em Minas Gerais. A última a ter a interrupção determinada foi a barragem de Campo Grande, em Mariana, por decisão da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude daquela comarca anunciada nesta terça-feira, dia 16.

A decisão também proíbe a mineradora de construir, operar, altear ou utilizar a estrutura localizada na Mina de Alegria, também em Mariana, enquanto não demonstrada a estabilidade e a segurança da estrutura.

Relação das barragens suspensas:

  • Capitão do Mato, Dique B, Taquaras, Vargem Grande, B3/B4 em Nova Lima, na Região Metropolitana;
  • Sul Superior, em Barão de Cocais, na Região Central;
  • Menezes II, em Brumadinho;
  • Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III, em Ouro Preto, na Região Central
  • Dique III, em Nova Lima
  • Galego e Dique da Pilha 1, em Sabará
  • Maravilhas II, em Nova Lima
  • Campo Grande, Mariana

As ações foram motivadas pela tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No dia 25 de janeiro, a Barragem do Feijão se rompeu matando mais de 300 pessoas.

Sobre a decisão envolvendo a Barragem de Campo Grande, a mineradora também deve apresentar aos órgãos competentes e executar um plano de ação que garanta a total estabilidade e segurança. Além de cadastrar moradores na área considerada de autossalvamento.

Conforme informado pela Subsecretaria de Regularização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, a barragem Campo Grande é alteada pelo método a montante, mas não está em atividade. A barragem Campo Grande não teve sua condição de estabilidade garantida, após a última Inspeção de Segurança Regular da barragem (RISR), cujo prazo terminou em 31 de março de 2019.