Vereadores ignoram prestação de contas da Prefeitura de Itabira

Dados foram apresentados na tarde de ontem (13), na Câmara Municipal

Vereadores ignoram prestação de contas da Prefeitura de Itabira
Foto: Wesley Rodrigues/Acom PMI

Apenas três dos 17 vereadores de Itabira acompanharam até o fim a prestação de contas da Prefeitura referente ao 3º quadrimestre de 2019. Os dados foram apresentados na tarde dessa quinta-feira (13) pelo secretário municipal de Fazenda, Marcos Alvarenga Duarte, logo após a reunião de comissões, no plenário da Câmara.

Durante a reunião de comissões estiveram presentes no plenário 11 vereadores: Adélio Martins da Costa “Decão” (MDB), André Viana Madeira (Podemos), Júlio do Combem (PP), Leandro Pascoal (PRB), Luciano Sobrinho (PRTB), Neidson Dias Freitas (PP), Paulo Soares de Souza (PRB), Reginaldo das Mercês Santos (sem partido), Reinaldo Soares de Lacerda (PHS), Ronaldo Meireles de Sena (PV) e Weverton Leandro Santos Andrade “Vetão” (PSB).

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Assim que a prestação de contas teve início, a maioria se levantou da cadeira e deixou o plenário. Ficaram até o fim apenas Decão, Luciano Sobrinho e Reinaldo Lacerda. Vale lembrar que durante as reuniões do Legislativo, são vários os vereadores que questionam a aplicação dos recursos públicos – principalmente os que fazem oposição ao governo do prefeito Ronaldo Lage Magalhães (PTB).

No ano passado, foi aprovado pela Câmara uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica que obriga os secretários municipais, dirigentes de entidades públicas e titulares de órgãos diretamente subordinados ao prefeito a prestar contas ao Legislativo ao final de cada quadrimestre. A autoria é do vereador Rodrigo Alexandre Assis Silva “Diguerê” (PRTB), mas a proposta foi assinada por outros 12 vereadores.

Prestação de contas

O balanço apresentado demonstra que, comparando as receitas arrecadadas e despesas liquidadas do município, o governo municipal fechou 2019 com superávit de R$ 98.791. A arrecadação do município no acumulado do ano foi de R$ 650.798.038 e, as despesas, R$ 650,699.246 milhões. A principal receita foi a Cfem, responsável por R$ 140,3 milhões. Já as despesas com saúde consomem grande parte do orçamento.

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